
O Segundo Sexo.
Junho 8, 2009
Texto: Patrizia Landi;
Foto: Cartier-Bresson.
Comprovo em mim o movimento que previra Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Uma oração apenas – e uma miríade de interpretações.
Quanto mais me torno mulher menos características femininas possuo. Acho graça: cada alicerce adquirido pressupõe subtração de fragilidade. E de tijolo em tijolo fez-se uma fundação sólida. Existe encantamento, contudo: endurecer não prescinde enxergar a beleza de um dia de sol.
Rasgar sutiã, mesmo simbolicamente, é uma prática fora de moda. Vocês não consideram o feminismo um movimento anacrônico?